Mercosul e União Européia: o acordo comercial que pode acelerar a agenda climática das empresas

Entenda como essa parceria pode impactar as decisões da sua empresa

Por Ambitus em 07/04/2026

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O início de 2026 foi marcado por um avanço histórico nas relações econômicas internacionais: a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo mais de 25 anos de negociações. O tratado prevê a redução gradual e, em muitos casos, a eliminação de tarifas comerciais entre os dois blocos, ampliando o acesso a mercados e fortalecendo cadeias globais de valor.

Apesar do forte impacto econômico esperado, o acordo representa também um marco que pode acelerar a agenda climática e de sustentabilidade das empresas brasileiras e sul-americanas, especialmente aquelas que exportam ou pretendem acessar o mercado europeu.

A entrada definitiva em vigor ainda depende da aprovação dos parlamentos nacionais e do Parlamento Europeu, mas seus efeitos já começam a influenciar estratégias corporativas e decisões de investimento.

Por que esse acordo pode acelerar a agenda climática das empresas?

O tratado entre Mercosul e União Europeia incorpora compromissos relacionados ao desenvolvimento sustentável, à proteção ambiental e ao cumprimento de metas climáticas internacionais.

Na prática, isso significa que para manter acesso ao mercado europeu, as organizações precisarão demonstrar maior transparência, rastreabilidade e controle sobre impactos ambientais, especialmente relacionados a emissões de gases de efeito estufa e uso do solo.

Além disso, a União Europeia vem consolidando um conjunto de regulações ambientais que condicionam importações a critérios climáticos e socioambientais. Assim, empresas que não acompanharem essas regulamentações podem enfrentar barreiras comerciais mesmo sem as tarifas tradicionais.

O Brasil bem posicionado no mercado

Embora o Brasil ainda esteja entre os grandes emissores globais de gases de efeito estufa, o país possui vantagens relevantes na transição para uma economia de baixo carbono.

A presença de fontes renováveis na matriz elétrica, o potencial uso de biocombustíveis, práticas agrícolas de baixa emissão e soluções baseadas na natureza colocam o país em uma posição competitiva. Entretanto, essas oportunidades vêm acompanhadas de desafios. Setores intensivos em carbono ou associados ao desmatamento precisarão investir em monitoramento, governança ambiental e melhoria contínua de processos produtivos para atender às novas exigências internacionais.

As legislações ambientais da União Europeia que já impactam exportadores

Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM), mecanismo criado para ajustar o custo do carbono entre produtos europeus e importados.

O objetivo é evitar a chamada “fuga de carbono”, situação em que empresas transferem sua produção para países com regulações ambientais menos rigorosas. Na prática, produtos com alta intensidade de emissões passam a pagar um custo adicional ao entrar no mercado europeu, incentivando cadeias produtivas globais a reduzir suas emissões.

Inicialmente, o CBAM abrange setores como aço, cimento, alumínio, fertilizantes, hidrogênio e energia elétrica, mas há expectativa de ampliação futura para outros segmentos.

Outra iniciativa relevante é a European Union Deforestation Regulation (EUDR), regulamentação que busca impedir a entrada no mercado europeu de produtos associados ao desmatamento.

A norma exige que commodities como carne bovina, soja, café, cacau, óleo de palma, madeira e borracha sejam comprovadas como livres de desmatamento ou degradação ambiental. Grandes empresas deverão atender às exigências até o final de 2026, enquanto micro e pequenas empresas terão prazo até junho de 2027.

Isso amplia significativamente a necessidade de rastreabilidade e gestão de dados ao longo de toda a cadeia de suprimentos.

Como as empresas podem se preparar desde já

Diante desse novo cenário, algumas ações tornam-se fundamentais:

  • Organizar e centralizar dados ambientais;
  • Estruturar inventários de emissões de gases de efeito estufa;
  • Mapear riscos climáticos e oportunidades de descarbonização;
  • Estabelecer metas ambientais mensuráveis;
  • Garantir rastreabilidade na cadeia de fornecedores;
  • Alinhar relatórios aos padrões internacionais de sustentabilidade.

Como o Ambitus auxilia nesse processo

É nesse contexto que o Ambitus atua como parceiro das empresas.

A plataforma do Ambitus integra em um único ambiente a organização de dados ambientais, o cálculo do inventário de carbono nos Escopos 1, 2 e 3 e o acompanhamento de indicadores ESG, transformando processos complexos em uma gestão simples e confiável.

Além do cálculo das emissões, o software permite:

  • Centralizar documentos e informações ambientais;
  • Estruturar metas e estratégias de descarbonização;
  • Acompanhar indicadores de sustentabilidade em tempo real;
  • Gerar relatórios alinhados a padrões internacionais;
  • Facilitar auditorias e processos de compliance ambiental.

Comece hoje mesmo a jornada ESG da sua empresa! Fale com os especialistas do Ambitus.