O que aconteceria se todas as empresas do mundo zerassem suas emissões hoje?

Por que zerar emissões é só o começo da transformação climática.

Por Ambitus em 12/12/2025

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Imagine que, de um dia para o outro, todas as empresas do planeta anunciam: “A partir de agora, somos carbono neutras.”
As chaminés param de soltar fumaça, os veículos passam a rodar com energia limpa, e cada processo industrial tem emissões totalmente compensadas. Parece que a crise climática acabaria, no entanto, a realidade é bem mais complexa que isso.

O carbono não desaparece da noite para o dia

Mesmo que as emissões parassem agora, o dióxido de carbono (CO₂) que já está na atmosfera continuaria ali por muito tempo. Isso porque o CO₂ é um gás de longa permanência que pode ficar preso no ar por séculos antes de ser totalmente absorvido pelos oceanos, florestas e solos.
Ou seja, o calor que já acumulamos não some instantaneamente. O planeta precisaria de décadas (ou até séculos) para estabilizar sua temperatura novamente.

A Terra também emite carbono 

Uma curiosidade importante: nem todo o CO₂ da atmosfera vem das pessoas. O próprio planeta é uma máquina viva que respira carbono.
Vulcões liberam gases de forma natural, oceanos trocam CO₂ com o ar, florestas liberam carbono durante a decomposição da matéria orgânica, e até o solo emite carbono em certos períodos.
Essas emissões naturais fazem parte de um ciclo equilibrado, no qual o carbono emitido é compensado por processos de absorção, como o crescimento de plantas e a dissolução do gás nos oceanos.

O problema é que, com a industrialização e a queima massiva de combustíveis fósseis, passamos a emitir muito mais do que a Terra consegue reabsorver. O resultado é um acúmulo de carbono na atmosfera que desregula o equilíbrio natural.

O planeta tem um limite de absorção

Durante milhares de anos, a conta de emissões ficou praticamente estável. Mas desde a Revolução Industrial, estamos emitindo muito mais do que absorvendo. A cada ano, despejamos cerca de 40 bilhões de toneladas de CO₂ na atmosfera, algo que o planeta simplesmente não consegue processar sozinho.

O verdadeiro desafio não é zerar, mas manter o equilíbrio

Outros gases também são importantes 

Embora o dióxido de carbono seja o principal foco das discussões climáticas, outros gases também exercem influência significativa no aquecimento global. O metano (CH₄), liberado em processos agrícolas e na decomposição de matéria orgânica, tem um poder de aquecimento muito superior ao do CO₂. O óxido nitroso (N₂O), associado principalmente ao uso de fertilizantes, também contribui de forma expressiva, assim como gases industriais, como os hidrofluorcarbonetos (HFCs), usados em sistemas de refrigeração. Cada um deles atua de maneira distinta no equilíbrio térmico da atmosfera, e compreender essa diversidade é essencial para desenvolver estratégias climáticas realmente eficazes.

O papel das empresas no novo equilíbrio climático

A neutralidade de carbono não é um sonho distante, é uma construção coletiva. Cada empresa que mede, entende e reduz suas emissões acelera a transição para esse novo equilíbrio.
E é justamente aqui que entra o papel do Ambitus: transformar dados ambientais em decisões que aproximam a gestão empresarial do equilíbrio natural da Terra.

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