Hidrogênio verde: conceito, produção e potencial energético

Entenda o potencial do hidrogênio verde para estratégias de descarbonização

Por Ambitus em 22/12/2025

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A crescente demanda por soluções que reduzam as emissões de carbono na atmosfera não é mais uma tendência e sim exigência de governos, empresas e mercados. Nesse cenário de transição energética, uma alternativa vem ganhando protagonismo global e concentrando esforços de pesquisa, políticas públicas e investimentos privados: o hidrogênio verde.

O hidrogênio verde é produzido por meio da eletrólise da água, processo que utiliza eletricidade proveniente de fontes renováveis, como energia solar e eólica. Esse aspecto garante que a produção do hidrogênio ocorra sem a emissão de dióxido de carbono, diferentemente do hidrogênio convencional, obtido a partir do gás natural e associado a elevadas emissões. Assim, o hidrogênio verde passa a ser visto como uma oportunidade para a descarbonização de setores que apresentam limitações energéticas. 

O que é a eletrólise da água

eletrólise é um processo no qual a energia elétrica é empregada para induzir reações químicas que não ocorreriam espontaneamente. Em vez de produzir energia, a eletricidade é utilizada para romper ligações químicas, armazenando essa energia na forma de novos compostos.

Quando aplicada à água, a eletrólise promove a separação da molécula de H₂O em dois gases distintos: hidrogênio e oxigênio. Esse processo ocorre em um sistema com eletrodos conectados a uma fonte elétrica, no qual a corrente elétrica possibilita a liberação do hidrogênio, que pode ser coletado, armazenado e utilizado posteriormente como fonte energética.

O que torna o hidrogênio realmente verde

Para que o hidrogênio seja classificado como verde, é preciso que a eletricidade utilizada nesse processo seja proveniente de fontes renováveis e sem emissões de CO2. Esse critério é essencial para garantir que todo o ciclo de produção apresente baixa pegada de carbono, evitando emissões indiretas associadas à geração de energia elétrica.


Aplicações do hidrogênio verde

O hidrogênio verde possui muitas aplicações, com destaque para:

  • Indústria, atuando como substituto de combustíveis fósseis em processos produtivos intensivos em energia;
  • Transporte, especialmente em veículos pesados, transporte marítimo e ferroviário;
  • Armazenamento de energia, contribuindo para o equilíbrio do sistema elétrico e a integração de fontes renováveis.

Eficiência energética e potencial 

Além de sua versatilidade, o hidrogênio apresenta elevado potencial energético. Segundo dados de pesquisadores da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, cada quilograma de hidrogênio contém aproximadamente 2,4 vezes mais energia do que o gás natural, o que reforça seu valor energético. Esse potencial torna o hidrogênio verde especialmente atrativo para países que possuem grande capacidade de geração de energia renovável, como solar e eólica, e que ao mesmo tempo dependem da importação de gás natural.

Dessa forma, o hidrogênio representa uma oportunidade de converter recursos em energia armazenável e transportável, reduzindo a exposição a flutuações de preços e a riscos geopolíticos. Além disso, sua adoção contribui para a diversificação da matriz energética, o fortalecimento da segurança energética nacional e a redução de emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis.

Limitações do hidrogênio verde 

Apesar de seu alto potencial, o hidrogênio verde ainda enfrenta limitações importantes que precisam ser superadas para sua adoção em larga escala. O principal desafio está no custo de produção, que permanece elevado devido ao preço dos eletrolisadores e à grande quantidade de energia elétrica necessária para a eletrólise. Além disso, a infraestrutura também representa uma barreira relevante, já que o armazenamento e a distribuição do hidrogênio exigem adaptações técnicas, altos investimentos e rigorosos padrões de segurança. Por fim, a disponibilidade de energia renovável em escala suficiente e a necessidade de marcos regulatórios claros são fatores que condicionam o ritmo de expansão do hidrogênio verde, reforçando que seu papel na transição energética será complementar e dependente de avanços tecnológicos e econômicos.

Embora o hidrogênio verde ainda esteja em fase de expansão, sua discussão reforça a importância de compreender e gerenciar as emissões de forma estruturada. O Ambitus apoia esse processo ao fornecer ferramentas para o mapeamento das emissões de gases de efeito estufa, o acompanhamento de indicadores ESG e a construção de estratégias de redução alinhadas às metas climáticas. Ao entender seu perfil de emissões e seus principais pontos de impacto, as empresas conseguem avaliar, com base em dados, quando e como soluções emergentes, como o hidrogênio verde, podem se tornar viáveis no futuro.

Comece a mapear suas emissões hoje mesmo!